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BlackRock acelera saídas e supera US$ 1,2 bilhão em resgates de ETFs de cripto

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A BlackRock não está apenas retirando capital dos ETFs de cripto, está reconfigurando o mapa de fluxos institucionais em tempo real. O iShares Bitcoin Trust (IBIT) teve nove sessões consecutivas de saídas em maio, com uma única redenção de US$ 1,26 bilhão em dark pool em 26 de maio, a maior desde seu lançamento em janeiro de 2024. Em 13 dias, o fundo perdeu US$ 3,3 bilhões, 75% do total de saídas do setor de ETFs spot de BTC. Já o ETHA, embora tenha sofrido saídas agudas (US$ 80,39 milhões em um dia só, em 28 de maio), virou o jogo em 4 e 5 de junho com entradas líquidas de US$ 19,26 milhões, interrompendo 17 dias seguidos de sangria. Isso mostra que a BlackRock não está abandonando o espaço: está recalibrando exposição entre BTC e ETH, com prioridade tática para ativos com maior potencial de recuperação técnica e menor dependência de momentum especulativo.

O movimento ocorre em paralelo à queda de 21% no preço do Bitcoin entre 15 de maio e 4 de junho, período em que os ETFs spot perderam US$ 21 bilhões em ativos sob gestão, de US$ 104 bi para US$ 83 bi. Mas o dado crítico não está no volume, e sim na origem: mais de 80% das saídas vieram de fundos de hedge e corretoras, não de clientes varejistas ou planos de previdência. Ou seja, é um ajuste tático de players de curto prazo, não um colapso de confiança estrutural. A volatilidade do BTC caiu para mínima de nove meses, e o apetite especulativo migrado para ações de IA e semicondutores, não para o caixa.

O que mudou

Na cobertura de 22 de maio, a CEVIU destacava a BlackRock liderando 'perda de US$ 70 milhões em um dia' no ETF de Bitcoin, agora, em 1º de junho, o IBIT registra US$ 440,3 milhões em saída *num único dia*, e acumula US$ 3,3 bilhões em 13 dias. O que era uma sequência de quatro dias de saídas virou 13 dias consecutivos, recorde absoluto desde o lançamento dos ETFs spot. Também houve mudança de comportamento no ETHA: enquanto em 26 de maio a CEVIU reportava saídas generalizadas em ETFs de Ether (US$ 215 mi), agora o fundo da BlackRock se torna o principal vetor de recuperação do setor, revertendo 17 dias de sangria com entrada líquida em 4/6, algo inédito até então.

Por que isso importa

Essas saídas não são um sinal de fim da era dos ETFs de cripto, mas de maturação do mercado institucional: os players estão aprendendo a usar esses produtos como ferramentas táticas, não como alocações fixas. Quando o BTC cai 20% em três semanas e os rendimentos do Tesouro mantêm-se acima de 5%, o custo de oportunidade bate duro, e a BlackRock responde com precisão operacional, não com pânico. O fato de o IBIT ainda manter saldo positivo no acumulado do ano (apesar das saídas recentes) mostra que a demanda estrutural persiste, mesmo que o momentum especulativo tenha se esgotado. Para quem opera infraestrutura de custódia, liquidação e market making, isso significa menos volume, mas maior exigência de eficiência operacional e menor tolerância a falhas técnicas.

Linha do tempo

  1. BlackRock lidera perda de US$ 70 milhões em ETF de Bitcoin em quarta sessão consecutiva de saídas

  2. Saídas de ETFs de Bitcoin superam US$ 1 bilhão e de Ether atingem US$ 215 milhões

  3. Volatilidade do Bitcoin cai para mínima de nove meses, com saídas de ETFs e migração de capital para ações de IA

  4. BlackRock registra saídas combinadas de mais de US$ 1,21 bilhão em ETFs de BTC e ETH na última semana

Perguntas frequentes

Por que a BlackRock está vendendo tanto se o Bitcoin ainda é o maior ativo digital?

Não é uma venda por descrença no Bitcoin, mas uma realocação tática. O IBIT perdeu US$ 3,3 bi em 13 dias, mas ainda tem saldo positivo no ano. A pressão veio principalmente de fundos de hedge que usavam o ETF como alavanca de curto prazo, e agora migram para ações de IA e semicondutores, onde o retorno ajustado ao risco está superior.

O ETHA da BlackRock realmente se recuperou? Como isso é possível com o Ethereum em queda?

Sim. Em 4 e 5 de junho, o ETHA atraiu US$ 19,26 milhões, a primeira entrada líquida após 17 dias seguidos de saídas. Isso aconteceu mesmo com o ETH negociado a US$ 1.972, pois investidores institucionais veem no Ethereum uma base mais sólida para aplicações reais (IA, privacidade, rollups), diferentemente do BTC, que depende mais do momentum macro.

Essas saídas afetam a liquidez e a estabilidade dos ETFs?

Sim, mas de forma controlada. As saídas concentradas em dark pools geraram volatilidade pontual, mas a estrutura de criação/resgate dos ETFs spot (com market makers autorizados) absorveu o impacto. O verdadeiro risco está na redução de spreads e na menor participação de market makers menores, o que já está sendo observado nos dados de volume de negociação secundária.

O que vem depois dessa fase de saídas? Há sinais de reversão?

Há. Em 4 e 5 de junho, os ETFs de Bitcoin spot registraram entrada líquida de US$ 3,05 milhões, primeiro sinal positivo após 13 dias. Além disso, a volatilidade do BTC caiu para mínima de nove meses, indicando que o mercado está consolidando. A próxima janela de inflexão será o FOMC de 11 de junho: se o Fed sinalizar pausa, pode haver retorno de capital de curto prazo.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
01 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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