Voltar
ECB outlines three models for putting central bank money onchain
🇪🇺CEVIU Cripto

BCE Propõe Três Modelos para Integrar Dinheiro de Banco Central em Blockchains

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O Banco Central Europeu (BCE) detalhou três modelos distintos para integrar dinheiro de banco central em Distributed Ledger Technologies (DLT), demonstrando um avanço significativo na tokenização de ativos. A primeira abordagem sugere a emissão direta de reservas do BCE em uma plataforma programável baseada em DLT, um passo que alinha o banco central diretamente com a inovação do dinheiro programável. Esta opção oferece o maior grau de controle e programabilidade sobre a base monetária, permitindo, por exemplo, o uso de contratos inteligentes para liquidar transações.

A segunda opção foca na interoperabilidade, mantendo o sistema de liquidação de pagamentos em tempo real (RTGS) do BCE, mas com uma camada que o conecta a redes DLT. Aqui, as reservas não seriam tokenizadas diretamente, mas a conexão via hash permitiria a interação fluida entre os sistemas tradicionais e descentralizados. Por fim, a terceira estratégia prevê a tokenização de reservas, com a emissão de tokens de liquidação totalmente lastreados. Estes seriam tratados como reivindicações privadas, refletindo a dinâmica entre stablecoins e depósitos tokenizados discutida em nossa matéria de 27 de agosto de 2026, intitulada “Stablecoins e Depósitos Tokenizados: Uma Sinergia Essencial no Futuro Financeiro”. O BCE já explora esses caminhos com os projetos Pontes e Appia, que investigam arquiteturas para mercados tokenizados.

O que mudou

A proposta do BCE marca uma evolução clara de discussões teóricas e pilotos isolados para um framework estratégico concreto. Antes, a pauta europeia, como vimos na matéria de 6 de maio de 2026, “Banco da Itália Pede que UE Explore Pagamentos SEPA Tokenizados”, focava na necessidade de explorar pagamentos tokenizados. Agora, o BCE não apenas explora, mas formaliza três caminhos distintos para a integração do dinheiro de banco central em DLTs, mostrando como isso pode ser feito em grande escala. O lançamento do projeto Pontes no último mês também evidencia que a teoria virou prática, transformando o conceito de tokenização de ativos, que abordamos em 20 de abril de 2026 em “Tokenização e IA estão construindo um novo mundo do dinheiro”, em uma pauta regulatória e de infraestrutura.

Por que isso importa

Essa iniciativa do BCE é fundamental para o futuro da infraestrutura financeira global. Ao propor modelos para o dinheiro de banco central em blockchain, a instituição valida o potencial da DLT para transformar pagamentos e liquidação, oferecendo eficiência, programabilidade e liquidez em um novo patamar. A medida também sinaliza uma competição com sistemas emergentes, como os pilotos de stablecoins e depósitos tokenizados em ringgit na Malásia, noticiados em 12 de fevereiro de 2026, ou a stablecoin USBDC do US Bank, tema da matéria de 15 de setembro de 2026. A tokenização pode, como destacamos em diversas análises, tornar as transações mais rápidas e com liquidação atômica, onde a transferência de um ativo e seu pagamento ocorrem simultaneamente.

Linha do tempo

  1. Malásia inicia três pilotos de stablecoin e depósito tokenizado.

  2. SWIFT anuncia projeto para modernizar pagamentos globais com blockchain e depósitos tokenizados.

  3. Artigo do CEVIU: 'Tokenização e IA estão construindo um novo mundo do dinheiro'.

  4. Banco da Itália pede que UE explore pagamentos SEPA tokenizados.

  5. Artigo do CEVIU: 'Stablecoins e Depósitos Tokenizados: Uma Sinergia Essencial no Futuro Financeiro'.

  6. US Bank lança stablecoin USBDC e realiza transação internacional via blockchain Stellar.

  7. BCE lança o projeto Pontes para dinheiro tokenizado em DLT (data aproximada, 'last month').

  8. BCE propõe três modelos para integrar dinheiro de banco central em blockchains.

Perguntas frequentes

Quais são os três modelos propostos pelo BCE para integrar dinheiro de banco central em DLT?

O BCE propõe a emissão direta de reservas em uma plataforma DLT programável, uma camada de interoperabilidade que conecta o sistema RTGS existente a redes DLT, e a emissão de tokens de liquidação totalmente lastreados em reservas, funcionando como reivindicações privadas.

Como os projetos Pontes e Appia se relacionam com as propostas do BCE?

Os projetos Pontes e Appia são as iniciativas práticas do BCE para explorar e implementar esse framework. Pontes, lançado em setembro de 2026, oferece dinheiro tokenizado para transações DLT, enquanto Appia estuda diferentes arquiteturas para mercados tokenizados, como ledgers unificados e redes interconectadas.

O que significa 'dinheiro de banco central em blockchain' e por que é importante?

Significa usar a tecnologia blockchain para representar e liquidar dinheiro emitido por um banco central, seja diretamente como token ou através de mecanismos de interoperabilidade. Isso pode agilizar pagamentos, aumentar a eficiência de liquidação e introduzir novas capacidades de programabilidade no sistema financeiro, um tema recorrente em nossa cobertura sobre tokenização.

Qual a diferença entre a emissão direta de reservas e a emissão de tokens de liquidação como reivindicações privadas?

A emissão direta de reservas torna o dinheiro do banco central um ativo nativo da DLT. Já os tokens de liquidação como reivindicações privadas são emitidos por entidades comerciais, mas lastreados em reservas no banco central, similar ao que acontece com stablecoins e depósitos tokenizados, criando uma ponte entre o dinheiro do banco central e o setor privado no ambiente DLT.

Fontes

Avalie este artigo:
Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
05 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

Quer receber mais sobre CEVIU Cripto?

Conteúdo curado diariamente, direto no seu e-mail.

Conteúdo curado diariamenteDiversas categoriasCancele quando quiser