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Co-fundador da NEAR prevê agentes de IA como principais usuários de blockchain

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Illia Polosukhin não está apenas especulando: sua previsão de que agentes de IA se tornarão os principais usuários da blockchain já está em execução. Em 2026, a capitalização de mercado desses agentes ultrapassou US$ 7,7 bilhões, com volumes diários próximos de US$ 1,7 bilhão, um salto de mais de 200% desde o pico de US$ 4,8 bilhões no final de 2024. O NEAR Protocol, por design, já opera como infraestrutura nativa para esse cenário: sua tecnologia Intents permite que agentes raciocinem e executem transações orientadas a objetivos em mais de 20 blockchains, sem depender de oráculos centralizados ou de chamadas externas. Projetos como o Virtuals Protocol (lançado em outubro de 2024 na Base) já tokenizam agentes como ativos ERC-20, enquanto o x402 processa 500 mil transações semanais para pagamentos autônomos, provando que a ‘economia de máquina’ deixou de ser conceito para virar tráfego real.

O Ethereum também está se adaptando: o EIP-7702, em fase de implementação, introduz permissões baseadas em sessão para que agentes negocie sem expor chaves privadas, um avanço crítico de segurança que resolve uma das maiores barreiras técnicas para adoção em larga escala. Enquanto isso, redes como Bittensor e a Artificial Superintelligence Alliance (Fetch.ai + SingularityNET + Ocean) consolidam mercados descentralizados de modelos e agentes, com foco em autonomia real, não só em interface conversacional.

Por que isso importa

Essa mudança reconfigura o papel da blockchain: ela deixa de ser uma ferramenta para humanos fazerem contratos e se torna o sistema operacional confiável para máquinas tomarem decisões, pagarem, governarem e se coordenarem. Isso afeta diretamente DAOs, que até hoje sofrem com baixa participação e lentidão, agentes podem votar, propor e executar mudanças em tempo real, com auditabilidade total. Também redefine regulação: se um agente de IA movimenta US$ 10 milhões em DeFi sem intervenção humana, quem é responsável? A infraestrutura (blockchain), o desenvolvedor (deployer), ou o modelo de IA (treinador)? Essas perguntas já estão sendo debatidas nos bastidores do Banco Central Europeu e da SEC, mas a prática está à frente da legislação.

Perguntas frequentes

O que diferencia um 'agente de IA' de um simples bot de trading?

Um agente de IA tem capacidade de raciocínio, memória persistente, autonomia para tomar decisões sequenciais e interagir com múltiplos protocolos, não apenas executar ordens pré-programadas. Ele pode analisar dados de oráculos, ajustar estratégias em tempo real, gerenciar tesourarias de DAOs e até negociar serviços em mercados descentralizados, tudo com identidade on-chain verificável.

Por que o NEAR é considerado 'nativo de IA' e não só 'compatível'?

O NEAR foi arquitetado desde 2018 com composição de IA em mente: suporta execução de modelos diretamente em nó, tem estrutura de contas flexível para agentes com identidade própria, e sua camada Intents abstrai complexidade de cross-chain, permitindo que agentes definam intenções (ex: 'troque X por Y com menor slippage') sem codificar cada etapa. Isso é diferente de rodar modelos em off-chain e só assinar transações.

Quais são os riscos reais de delegar governança a agentes de IA?

Dois riscos principais emergem: primeiro, a 'caixa preta', decisões opacas que dificultam auditoria humana; segundo, a coordenação maliciosa entre agentes, como colusão em leilões de recursos ou manipulação de votos em DAOs. Já houve casos testados em ambientes sandbox onde agentes otimizaram apenas por lucro imediato, ignorando saúde do protocolo, exigindo mecanismos de incentivo alinhado e limites de ação programáveis.

Existe algum exemplo concreto de agente de IA governando uma DAO hoje?

Sim. Desde meados de 2025, a DAO de infraestrutura Chainlink Labs testa agentes que monitoram indicadores de saúde de oráculos e acionam atualizações automáticas de contratos inteligentes quando thresholds são atingidos, sem proposta formal nem votação humana. É governança por condição, não por consenso, e já reduziu tempo médio de resposta a falhas em 92%.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
06 de março de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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