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A disputa no mercado de cartões cripto se intensifica

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A disputa no mercado de cartões cripto se intensificou de forma concreta em 2026: o volume de transações atingiu US$ 747 milhões só em maio, com crescimento acumulado de 48,6% no ano, segundo relatório da Binance Research divulgado em 8 de junho de 2026. O total dos últimos 12 meses ultrapassou US$ 8 bilhões, e estimativas apontam para cerca de US$ 8 bilhões mensais em pagamentos com cartões vinculados a criptomoedas, um salto de 230% em um ano. Esse movimento não é especulativo: é impulsionado por stablecoins, que agora dominam o uso cotidiano desses cartões por sua estabilidade, mesmo com aumento modesto de 3,2% na oferta global (US$ 311 bi → US$ 322 bi), o volume de gastos explodiu, mostrando que as moedas estão sendo usadas, não guardadas.

No Brasil, o interesse cresceu por motivos práticos: redução do IOF em compras no exterior, cashback em criptoativos e funcionalidade híbrida débito/crédito. Cartões como Bleap Card (Mastercard de autocustódia, suportando mais de 5.000 ativos em Arbitrum, Solana e Base) e Foxbit Card ganharam tração entre usuários que priorizam controle direto sobre os fundos. Já o Coinbase One Card (crédito American Express com 2%, 4% de cashback em Bitcoin) está previsto para lançamento no outono de 2025 nos EUA, mas ainda não está disponível no Brasil.

Por que isso importa

Esse movimento importa porque transforma criptoativos de ativos especulativos em instrumentos de pagamento reais, e isso muda a relação do usuário com a tecnologia. Stablecoins deixaram de ser apenas 'moedas digitais' para virar meio de troca em supermercados, viagens e serviços online. Para o consumidor brasileiro, é uma alternativa com vantagem fiscal real no IOF, desde que operada dentro da legislação vigente. Mas há riscos: o gasto com cripto é tratado como evento tributável de ganho de capital em muitos países, e cartões sem registro formal no Brasil podem deixar o usuário sem proteção legal ou mecanismo de estorno. A liderança esmagadora da Visa (97% do volume) também mostra que a infraestrutura tradicional ainda dita o ritmo, não os protocolos descentralizados.

Impacto para desenvolvedores

Para desenvolvedores, o cenário exige atenção a três frentes: integração com stablecoin bridges (Visa já suporta quatro blockchains), construção de APIs seguras para conversão on-the-fly de ativos em tempo real e suporte a padrões de autocustódia como o Bleap Card exige, ou seja, wallets não custodiais com assinatura local. Não basta integrar uma API de carteira: é preciso lidar com taxas variáveis por rede, confirmações assíncronas e fallbacks para stablecoins em caso de volatilidade. Além disso, a ausência de parcelamento nativo em cartões cripto força soluções alternativas, como empréstimos colateralizados (Nexo) ou pré-carregamento com limites flexíveis. A atualização acelerada dos produtos a partir de 30 de junho de 2026 indica que bibliotecas de SDKs e ferramentas de compliance (como KYC/AML embeddable) estão virando diferencial competitivo, não luxo.

Perguntas frequentes

Quais são os principais cartões cripto disponíveis no Brasil em 2026?

Em 2026, os cartões cripto com operação no Brasil incluem Bleap Card, Foxbit Card, Ripio Card e RedotPay. O Bleap Card é um Mastercard de autocustódia que permite gastar diretamente da carteira, com suporte a mais de 5.000 ativos em redes como Arbitrum, Solana e Base. Plataformas como Nexo e Wirex também oferecem cartões, mas exigem verificação de identidade e têm restrições regulatórias específicas no país.

O que é o Coinbase One Card e quando ele chega ao Brasil?

O Coinbase One Card é um cartão de crédito American Express com cashback em Bitcoin (2%, 4%), previsto para lançamento no outono de 2025 nos EUA. Até 1º de julho de 2026, não há confirmação oficial de disponibilidade no Brasil. A Coinbase não anunciou data ou estratégia de entrada no mercado brasileiro para esse produto.

Cartões cripto pagam IOF no Brasil? Como funciona?

Sim, compras no exterior com cartões cripto estão sujeitas ao IOF de 6,38%, mas há formas legítimas de reduzir esse custo. Algumas plataformas estruturam o pagamento como débito em conta em moeda estrangeira (não como conversão em tempo real), o que pode evitar a incidência. No entanto, a Receita Federal ainda não publicou orientação específica sobre cartões cripto, e a tributação depende da forma como a operação é registrada pela instituição emissora.

Por que stablecoins dominam os cartões cripto em vez de Bitcoin ou Ethereum?

Stablecoins dominam porque resolvem o problema principal de volatilidade: o usuário precisa saber quanto vai pagar no momento da compra. Bitcoin e Ethereum oscilam demais para funcionar como meio de troca diário. Dados de 2026 confirmam que a maior parte do volume de cartões cripto vem de stablecoins, e não de moedas voláteis, mesmo com o aumento moderado da oferta global, o que mostra que elas estão circulando ativamente na economia real.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
01 de julho de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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