A inteligência artificial (IA) está redesenhando o cenário do marketing, impulsionando a demanda por profissionais estratégicos, mesmo com equipes mais enxutas. O crescimento dos Large Language Models (LLMs) pode popularizar os 'chat ads', enquanto repositórios de conhecimento institucional municiarão a IA com contexto. O conteúdo gerado por colaboradores deve ganhar destaque, ampliando o alcance das marcas com vozes autênticas. Paradoxalmente, com a IA assumindo interações digitais, a valorização de eventos presenciais para conexões humanas e negócios se intensifica.
No competitivo mercado atual, a inovação por si só não basta. É crucial que as marcas construam narrativas envolventes que demonstrem como seus produtos se integram e aprimoram o cotidiano dos consumidores. Em vez de focar apenas em especificações técnicas, a chave é destacar a experiência humana e os benefícios práticos. Um exemplo clássico é o VisiCalc, que solidificou a proposta de valor do Apple II. A Tesla, por sua vez, poderia ter posicionado seu FSD como uma solução para viagens menos cansativas, em vez de apenas focar na condução autônoma. A verdadeira maestria reside em traduzir a complexidade tecnológica em uma visão clara de como a vida pode ser positivamente impactada, criando um apelo irresistível que vai além das funcionalidades.
Muitos gestores de produtos e marketing se debatem com o churn em aplicativos de assinatura, frequentemente atribuindo-o ao preço. No entanto, uma análise aprofundada revela que entre 26% e 40% dos cancelamentos são impulsionados pelo "churn de uso", ou seja, a incapacidade do usuário de formar um hábito duradouro com o app. A solução não está em descontos automáticos, mas sim em identificar o ponto exato onde o loop de hábito se rompe antes do cancelamento. Um onboarding ineficaz ou a falta de percepção de valor podem ser os vilões. Estratégias de reengajamento pontuais e focadas em ajudar o usuário a alcançar resultados significativos mais rapidamente são cruciais para melhorar a retenção, tratando a queda no uso como um sintoma, não a causa raiz.
O cenário do marketing de influência está mudando. Atualmente, entre 60% e 70% dos contratos são direcionados a influenciadores de médio porte, que possuem entre 50 mil e 500 mil seguidores. Marcas estão reavaliando o alto custo dos mega influenciadores, focando em engajamento e performance mensurável. Criadores de médio porte oferecem um custo por visualização (CPV) mais atrativo, com preços cada vez mais baseados em visualizações históricas, tempo de exibição e alinhamento com o público. Embora grandes nomes ainda sejam relevantes para alcance massivo, a tendência é buscar eficiência e taxas que reflitam o retorno esperado da campanha.
A OpenAI está pavimentando o caminho para um modelo de anúncios robusto no ChatGPT, com um potencial de receita bilionário. Para o sucesso, é crucial que os anúncios sejam claramente demarcados das respostas da IA, em uma abordagem que remete ao Google AdWords. A receita anualizada de US$ 1 bilhão em menos de 200 dias demonstra a alta demanda de anunciantes, mesmo com o formato em evolução. Setores como calçados esportivos, viagens e comparadores de preços despontam como nichos de ouro, à medida que usuários trocam as buscas tradicionais pelo ChatGPT para suas decisões de compra. Este cenário redefine o posicionamento de marca e a otimização de conversão, abrindo um novo capítulo na mídia digital.
Deixar de lado a tradicional exibição de logotipos e realmente exaltar seus clientes, com histórias e ações memoráveis, gera um impacto significativamente maior. Empresas como a Deel brilham ao associar figuras notórias, como Snoop Dogg, à sua marca, enquanto a Hinge transforma depoimentos autênticos de casais em narrativas dignas de um romance. Já a Shopify eleva a experiência ao projetar a Las Vegas Sphere com cada primeira venda de seus lojistas. Mesmo estratégias mais discretas, como reinterpretar avaliações negativas de forma criativa ou destacar o tempo de parceria ('cliente desde') junto aos logos, podem fortalecer a marca e engajar o público de maneira única.
Um novo guia detalha como profissionais de marketing podem alavancar o Semrush e o Claude Code para otimizar a presença digital de suas marcas. A metodologia permite identificar e priorizar páginas de terceiros que influenciam as citações de IA, impactando diretamente a visibilidade. O processo inclui a exportação de dados de citação, análise com Claude para detectar lacunas ou imprecisões e validação das recomendações para um plano de ação estratégico. O guia também aborda o monitoramento das respostas de editores e o acompanhamento das mudanças nas citações de IA para mensurar a eficácia das iniciativas.
A OpenAI está utilizando um pixel de anúncio para coletar informações de usuários em outros sites, gerando alertas sobre a privacidade dos dados. Vinculado às contas do ChatGPT, esse pixel emprega um cookie 'obi' com duração de um ano, registrando dados como e-mails e telefones (hasheados), além de códigos postais e nomes de cidades não criptografados. As informações, que incluem o histórico de páginas visitadas, podem abranger tópicos sensíveis como dívidas e saúde. A coleta ocorre quando a tag de anunciante é carregada, afetando até usuários deslogados, e parece concentrar-se no Chrome para Android, já que navegadores iOS bloqueiam essa prática.
Profissionais de marketing de crescimento demonstram uma vantagem estratégica no cenário atual, superando executivos tradicionais na compreensão e aplicação de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs). Essa expertise prática e o contato direto com a tecnologia posicionam esses especialistas como peças-chave na gestão e direcionamento da IA dentro das organizações, influenciando decisões de alto nível e impulsionando a inovação.
Um estudo recente revela uma surpreendente desconfiança dos profissionais de marketing em relação aos relatórios gerados por IA. Apenas 35% dos especialistas confiam nesses dados sem verificação, enquanto a maioria esmagadora (64%) prefere confiar em análises humanas. Este cenário persiste mesmo diante de evidências que apontam para uma maior taxa de erro nos relatórios elaborados por pessoas. O desafio da adoção plena da IA no marketing passa, claramente, pela construção de confiança e validação de processos, mesmo com o potencial de otimização de tempo e recursos que a IA oferece.