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CEVIU News - CEVIU Design - 18 de setembro de 2026

12 notícias18 de setembro de 2026CEVIU Design
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O Pinterest acaba de apresentar o Restyle, uma inovadora ferramenta com IA que permite aos usuários visualizar o potencial de seus espaços. Com o upload de uma foto do ambiente, é possível simular instantaneamente a aplicação de novos móveis, itens decorativos, paletas de cores e esquemas de iluminação. A funcionalidade oferece a flexibilidade de remover ou substituir objetos específicos, além de testar estilos de design totalmente diferentes. Atualmente em fase beta nos EUA e Canadá, o Restyle aprimora a experiência do usuário, tornando a inspiração em design de interiores uma realidade tangível e interativa.

A Samsung deu o pontapé inicial no lançamento oficial da One UI 9, fundamentada no Android 17, inaugurando a distribuição pela série Galaxy S26 após um período beta de quatro meses. Esta atualização robusta eleva a experiência do usuário com novas funcionalidades de IA Galaxy, como o My FanCam e o Creative Studio, aprimoramentos no Now Brief, ferramentas de privacidade e segurança reforçadas, além de acesso otimizado às informações de garantia. A gigante sul-coreana assegura que a One UI 9 será expandida progressivamente para outros dispositivos Galaxy, contemplando modelos recentes das linhas S, Fold, Flip e Tab, prometendo uma UX mais intuitiva e segura para seus usuários.

O Figma acaba de liberar a publicação de ferramentas Weave personalizadas na Figma Community, permitindo que designers compartilhem fluxos de trabalho de IA generativa diretamente no canvas. Essa inovação oferece a capacidade de criar imagens e vetores de forma escalável e repetível, otimizando o processo de design. Embora outras saídas como vídeo e 3D possam ser publicadas, a integração direta no Figma Design é focada inicialmente nas ferramentas de geração de imagem e vetor, prometendo um avanço significativo na colaboração e na produtividade com o uso de IA.

No universo do design, feedbacks de clientes nem sempre são claros. Muitas vezes, "deixe-o com menos cara de design" ou "parece Canva" mascaram inseguranças, políticas internas ou a simples falta de familiaridade com o processo criativo. O desafio para o designer é não se desestabilizar. A estratégia reside em responder com perguntas estratégicas para desvendar a real preocupação, alinhar expectativas desde o início do projeto e conduzir o cliente por uma jornada de co-criação. Assim, feedbacks frustrantes podem se converter em um diálogo produtivo, fortalecendo tanto o projeto quanto o relacionamento.

O design de experiência do usuário (UX) tem atravessado cinco grandes eras, desde os primórdios dos Fatores Humanos e Web até a consolidação de Mobile, Design Systems e a emergente era da IA. Cada fase trouxe avanços significativos, mas também legou práticas que, hoje, podem ser consideradas obsoletas. Na era da Inteligência Artificial, o foco do designer se desloca da mera criação de interfaces para a arquitetura de sistemas, modelagem de regras e restrições que governam experiências inteligentes. Longe de substituir, a IA democratiza a produção, elevando o papel do designer para o pensamento estratégico e a tomada de decisões de alto nível.

A engenharia de design, muitas vezes mal compreendida e reduzida nas redes sociais a meras animações visuais, revela-se, na prática, um campo complexo e de suma importância para a experiência do usuário. Seu trabalho cotidiano foca em prioridades cruciais, ainda que "invisíveis", como acessibilidade robusta, responsividade impecável, desempenho otimizado e a análise atenta dos casos de uso reais. Uma experiência de usuário excepcional raramente é fruto de um único feito glamouroso, mas sim da dedicação a detalhes menos vistosos, como a correção minuciosa de um problema de acessibilidade ou a otimização de milissegundos no carregamento de uma página. Este esforço discreto é que, de fato, define a excelência e a usabilidade.

O Canva revelou que a demanda expressiva pelo Canva IA 2.0 impôs um desafio inesperado, forçando a empresa a reavaliar sua estratégia de lançamento. Em vez de prosseguir com a versão inicial, a plataforma optou por uma reestruturação profunda, visando otimizar a infraestrutura. Essa pausa estratégica resultou em uma redução de quase 90% nos custos de processamento de IA, ao mesmo tempo em que a tornou cinco vezes mais ágil. A empresa agora aposta em uma abordagem diversificada de IA, distanciando-se da dependência de um único modelo para oferecer experiências mais robustas e adaptáveis às constantes evoluções da tecnologia. Essa decisão sublinha a importância de um design de sistema resiliente e focado na usabilidade, mesmo diante da escalabilidade tecnológica.

A Lei de Fitts, formulada a partir de estudos de ergonomia em cockpits de aeronaves em 1954, é um pilar fundamental da usabilidade, explicando por que elementos maiores e mais próximos são mais fáceis e rápidos de interagir. No universo dos desktops, bordas e cantos da tela agem como "pixels mágicos", de alcance infinito, otimizando o posicionamento de elementos-chave. Já em telas touch, a "zona de alcance do polegar" dita as regras para um design eficaz. Contudo, essa mesma lógica que aprimora a experiência do usuário pode ser distorcida, dando origem aos 'dark patterns', como botões de inscrição gigantes ao lado de minúsculos links de cancelamento, evidenciando a responsabilidade ética no design de interação.

O planejamento assistido por agentes de IA tem se limitado a interfaces baseadas em texto Markdown, o que representa um gargalo na interação humano-máquina, considerando a disparidade na velocidade de leitura entre humanos (240 ppm) e agentes (4.500 ppm). Inspirando-se em conceitos como a navegação Chuukese e a teoria do objeto de fronteira de Susan Leigh Star, emerge uma visão para interfaces mais ricas, visuais, interativas e sociais, que transcendem as trocas textuais. Um exemplo prático é o protótipo Chopin do GitHub Next, que explora o planejamento colaborativo em tempo real, permitindo que colegas e agentes compartilhem e editem planos de forma visual e fluida, superando as tradicionais aprovações textuais isoladas. Este avanço promete transformar a dinâmica de projetos, tornando a colaboração mais intuitiva e eficiente.

O designer de motion australiano Rob Farmer revela sua abordagem singular para o processo criativo, transformando observações rotineiras em peças de design experimental que já estamparam capas do New York Times. Sua metodologia desafia a busca incessante pela perfeição, encorajando profissionais da área a compartilhar ideias ainda em estágios iniciais e a cultivar a curiosidade como motor de inovação. Farmer exemplifica como a experimentação e a iteração são cruciais para a evolução do design e para a geração de resultados impactantes.

Desde 2009, o artista autodidata Chema Mendez, oriundo das Ilhas Canárias, tem explorado uma fusão instigante entre a riqueza da pintura renascentista, a precisão da fotografia e a inovação da IA. Suas criações, que ele prefere chamar de “pinturas de sonhos” a meras colagens, transformam elementos clássicos em mundos surreais, evocando a complexidade das memórias em uma experiência visual única. Este trabalho ressalta como a IA pode reinterpretar o legado artístico, oferecendo novas perspectivas para a estética contemporânea e desafiando a percepção da arte digital.

Andrew Anagnost, CEO da Autodesk, minimiza o 'teatro político' em torno da suposta ameaça existencial da IA à humanidade, focando na necessidade urgente de balizas para a tecnologia. Ele enfatiza que, embora cenários apocalípticos gerem manchetes, a discussão mais relevante e imediata deve ser sobre como a IA está remodelando o futuro do design, arte e áreas criativas, e como garantir uma transição ética e produtiva para os profissionais da área.

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