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CEVIU News - CEVIU Design - 18 de junho de 2026

11 notícias18 de junho de 2026CEVIU Design
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A KFC lançou uma reformulação global de sua identidade visual em parceria com a agência JKR, atualizando logotipo, tipografia, embalagens, presença digital, interiores de restaurantes e uniformes. O novo sistema gira em torno de uma versão padronizada do icônico balde e adota linguagem visual mais expressiva, com foco em coerência internacional e celebração da herança da marca. A meta é transformar a rede de fast food em um destino centrado em experiências imersivas, integrando novos pontos de contato e ativações culturais.

A Apple já desenvolve a segunda geração do iPhone dobrável, prevista para 2027, mesmo sem lançar a primeira. O modelo terá tela interna de 7,8 polegadas e formato mais amplo, alinhado ao iPad, incorporando lições do ecossistema Android. A iniciativa reforça que a empresa vê os dobráveis como categoria estratégica de longo prazo, não como experimento pontual, com potencial para se tornar uma linha premium consolidada em seu portfólio.

O servidor MCP do Figma já está em produção em quatro frentes: Slides, FigJam, Make e o novo Figma Agent. Com ele, é possível criar ou atualizar apresentações, quadros colaborativos e protótipos diretamente via prompts, como puxar conteúdo dinâmico do Slack e Google Drive para decks, gerar workshops no FigJam com dados do Asana, Notion e Hex, ou sincronizar designs entre canvas e código sem sair da plataforma. A ferramenta download_assets permite exportar ativos em SVG, PDF, JPG ou PNG; já as funcionalidades de escrita seguem em beta aberto.

AX, ou experiência do agente, redefine o design digital: em vez de ensinar como usar softwares, a interface agora ajuda o usuário a verificar se a ação executada pela IA corresponde à sua intenção original. Com agentes reduzindo o Gulf of Execution (a dificuldade de operar ferramentas), o Gulf of Evaluation ganha destaque. Curiosamente, usuários cegos, acostumados a navegar por linguagem e memória, podem ter vantagem nessa transição. Um olhar essencial para o futuro do design centrado em intenção, não em interação.

O Figma transformou em concreto o abstrato do design: componentes, estilos e tokens viraram objetos manipuláveis, unindo engenharia front-end e design thinking por meio da fricção prática do uso. Agora, ferramentas de IA ameaçam eliminar essa fricção, gerando entregas visualmente aceitáveis, mas sem domínio das decisões estruturais subjacentes. Surge a pergunta urgente: como desenvolver intuição estrutural sem o ciclo de aprendizado que o Figma tornou tangível? A indústria ainda não tem resposta.

A comunidade de design no LinkedIn vem sendo criticada por priorizar alegações exageradas, clichês sobre IA e narrativas dramáticas em vez de clareza e concisão. Expressões feitas, formatações sensacionalistas e falsos apelos de urgência transformam insights simples em ruído, gerando engajamento vazio e afastando discussões técnicas reais sobre usabilidade, acessibilidade e processo criativo.

O design com IA exige um salto mental: substituir a busca por respostas definitivas pelo pensamento probabilístico, tratando saídas de modelos como sinais ponderados, não verdades absolutas. Isso porque esses sistemas se baseiam em padrões históricos, muitas vezes tendenciosos ou desatualizados para cenários futuros. Na prática, isso significa calibrar esforços conforme níveis de confiança, manter o designer no loop para revisão e ajuste contínuo, e priorizar perguntas como 'qual a probabilidade de funcionar?' e 'o que acontece se falhar?'. A mudança não está nas ferramentas, mas na mentalidade.

A maioria dos desafios atuais de marketing com IA, como visibilidade em buscas, recomendações personalizadas, consistência de mensagem e atenção do usuário, são, na verdade, versões atualizadas de problemas antigos. À medida que consumidores delegam decisões de compra a agentes de IA, os algoritmos passam a ser o novo público-alvo. Enquanto o mercado 'IA para IA' ainda não se consolida, os desafios permanecem os mesmos: exigem clareza, confiança e design intencional, agora voltados para máquinas, não só para pessoas.

Apresentada na Milan Design Week 2026, a série Genesis, do designer Yuya Zhou, reúne sete luminárias feitas com bioplásticos à base de amido, gelatina, glicerina e pigmentos comestíveis. Em vez de buscar durabilidade convencional, o projeto abraça a impermanência: as peças mudam de forma, textura e aparência com o tempo, questionando valores centrais do design industrial, como longevidade, estabilidade e controle. É um convite à reflexão sobre sustentabilidade, ciclo de vida dos materiais e novos paradigmas criativos.

Ilusões de óptica demonstram que a percepção visual não é um espelho fiel do mundo: o cérebro interpreta ativamente os estímulos, preenchendo lacunas, inferindo padrões e até gerando imagens ausentes no ambiente. Esse processo revela mecanismos profundos de processamento sensorial, fundamentais para entender usabilidade, acessibilidade e design centrado no usuário.

Na série pessoal 'The Way Back', a artista Hannah Li explora com maestria a luz, a atmosfera e cenários do cotidiano para traduzir momentos de silêncio contemplativo, aqueles em que memória, reflexão e transição se entrelaçam. Seus quadros não retratam o fato consumado, mas a calma carregada que antecede o imprevisto: um olhar suspenso, um corredor vazio, uma janela iluminada no crepúsculo. É design emocional em tela: cada composição convida à pausa, à leitura subjetiva e à empatia com o tempo subjetivo do outro.

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