Um estudo detalhado sobre o Hyperliquid revela que quase 400.000 carteiras operando perpétuos por meio de seis apps de consumo acumularam perdas de US$ 280 milhões, sendo US$ 126 milhões desde novembro de 2025. As taxas, que chegam a duplicar o custo por ordem em até 14,5 centavos, são o principal vetor dessas perdas, especialmente para pequenos investidores com alta rotatividade de saldo. Usuários da Invo, por exemplo, depositaram US$ 12,4 milhões e negociaram US$ 5,8 bilhões, mas as taxas superaram lucros em BTC. A retenção é um desafio: metade dos traders mensais são novatos, e apenas um em cada sete permanece ativo após três meses, indicando um modelo de crescimento focado na aquisição contínua, não na fidelização de base.
A Stripe acaba de lançar a versão 0.27.5 da Link Agent Wallet, com duas atualizações importantes que prometem revolucionar o cenário de pagamentos. A primeira é a expansão da cobertura para novos tipos de transações, incluindo hotéis, voos, assinaturas e faturamento recorrente, superando o foco anterior no e-commerce. A segunda novidade é o suporte a centenas de moedas globais, com a implementação prevista para cerca de seis novos mercados fora dos EUA e Canadá ainda este mês. Essas melhorias visam simplificar as operações dos agentes, abstraindo complexidades de cartões e protocolos de pagamento, permitindo transações transfronteiriças e recorrentes de forma mais eficiente e abrangente.
O JPMorgan, através de sua subsidiária Kinexys, deu um passo significativo ao lançar seu token de depósito em dólar, o JPM Coin (JPMD), na rede Ethereum, visando clientes institucionais. Inicialmente disponibilizado na Base em novembro de 2025, o JPMD agora permite transferências peer-to-peer em todo o ecossistema EVM, abarcando tanto a Base quanto a Ethereum. Este token representa depósitos bancários já existentes no JPMorgan, transacionando em uma blockchain pública. A Kinexys já registrou um volume de transações superior a US$ 4 trilhões e uma média diária de US$ 7 bilhões. A iniciativa se alinha a outros movimentos do banco no espaço cripto, como o lançamento de fundos de mercado monetário tokenizados no Ethereum em dezembro e maio passados.
O Revolut, com mais de 80 milhões de clientes, obteve uma licença DLT (Distributed Ledger Technology) da Comissão de Serviços Financeiros de Gibraltar para a sua nova entidade, Revolut Global Digital Assets Limited. Este passo estratégico visa consolidar e expandir suas operações internacionais no setor de criptoativos, complementando as atuações no Reino Unido e no Espaço Econômico Europeu (MiCA). A empresa, que já conta com 16 milhões de usuários de cripto, ainda não detalhou os mercados que serão atendidos por essa nova estrutura. A iniciativa segue a recente aprovação condicional da OCC para uma licença bancária nos EUA e o lançamento da stablecoin EURR em múltiplos países europeus, indicando uma robusta estratégia de crescimento global no ecossistema Web3.
A World, iniciativa de Sam Altman, revelou na Money20/20 um pacote World ID inovador para o setor bancário. A suíte integra o aplicativo World ID, o World ID para Zoom, com detecção de deepfake aprimorada após um beta em abril, e o AgentKit, que permite a delegação da prova de humanidade a agentes de IA. Embora detalhes sobre bancos parceiros e valores não tenham sido divulgados, a empresa destaca que mais de 18 milhões de indivíduos já contam com sua Prova de Humano, sinalizando um avanço significativo na verificação de identidade em ambientes digitais.
A rede Gnosis anunciou a adoção da Regra de Confirmação Rápida (FCR) do Ethereum, resultando em uma drástica redução nos tempos de depósito da camada L1 para a Gnosis, passando de cerca de 14 minutos para um intervalo de 12 a 24 segundos. A medida é impulsionada pela implementação da FCR pela maioria dos clientes de consenso, utilizando uma flag de opt-in. A validação formal da FCR foi acelerada por agentes de IA, que completaram a tarefa em 4-5 dias – um processo que antes levaria meses –, inclusive identificando um bug sutil na especificação de fork-choice. Iniciativas como Quick Slots (EIP-8198) e FOCIL já foram adicionadas à heze-devnet-2, com a expectativa de que Glamsterdam chegue à testnet Hoodi em 26 de outubro, sinalizando um avanço contínuo na finalidade rápida e na criptografia pós-quântica.
O Singapore Gulf Bank, com suporte do Whampoa Group, revolucionou o acesso a ativos digitais para clientes de varejo ao integrar a conversão direta de USD para USDT e USDC, e vice-versa, diretamente em seu aplicativo bancário móvel. Essa inovação elimina a necessidade de exchanges de cripto terceirizadas, centralizando as operações. Dólares americanos e stablecoins são mantidos na mesma conta, com conversões disponíveis 24 horas por dia, de segunda a sexta-feira. A iniciativa posiciona o SGB na vanguarda de uma tendência ascendente entre bancos asiáticos, que estão incorporando o acesso a stablecoins em suas plataformas bancárias, sinalizando um avanço na adoção de criptoativos no sistema financeiro tradicional.
O volume de pagamentos com stablecoins alcançou US$ 482 bilhões até setembro de 2026, um crescimento de 45% em relação ao ano anterior, mesmo com a oferta total estabilizada em US$ 305 bilhões. Esse aumento reflete uma maior velocidade de uso das moedas digitais, e não novas emissões. Os gastos com cartões atrelados a stablecoins explodiram para US$ 3,9 bilhões, quase dez vezes mais que no ano anterior, com 84% das transações abaixo de US$ 50. Mastercard, via Global Money Platform (BVNK), e Stripe, expandindo sua cobertura global com a Plasma, são cruciais para essa integração. A Visa também inova com a Inyo Global, que utiliza o pré-financiamento USDC da Visa Direct para liquidação transfronteiriça. Apesar do avanço, os gastos com stablecoins ainda representam apenas 0,03% do volume trimestral da Visa, indicando um longo caminho entre a construção de infraestrutura e a adoção em massa no mercado tradicional.
O estado do Missouri se tornou palco de uma disputa legal no setor de criptoativos e apostas esportivas. Após o procurador-geral emitir cartas de 'cessar e desistir' em meados de setembro para seis empresas, incluindo gigantes como Crypto.com e a plataforma Novig, as duas companhias decidiram retaliar com ações judiciais. Enquanto isso, outras players como Kalshi, Polymarket e Robinhood optaram por não contestar a medida, refletindo a cautela do mercado frente à crescente regulação nos Estados Unidos. O imbróglio levanta discussões sobre a legalidade dos contratos de eventos e a atuação dos reguladores estaduais no ecossistema cripto.
A BNB Chain concluiu sua 37ª queima trimestral automática, retirando de circulação aproximadamente 1,646 milhão de tokens BNB. Esta ação estratégica, avaliada em cerca de US$ 1 bilhão, visa reduzir a oferta total de BNB e fortalecer o valor do ativo, impactando diretamente o ecossistema da blockchain e seus detentores. Tais queimas periódicas são um mecanismo deflacionário fundamental para a economia do token.
A Turnkey anuncia o lançamento do Console, uma plataforma unificada que promete otimizar a gestão de operações on-chain. Desenvolvido para operadores, o dashboard centraliza tarefas cruciais como envio e recebimento de fundos, trocas de ativos, monitoramento de saldos, aprovações de transações, criação de carteiras e configuração de políticas. A nova ferramenta visa simplificar a complexidade inerente às operações em blockchain, oferecendo uma interface intuitiva para equipes que gerenciam negócios no ambiente descentralizado, marcando um avanço significativo na infraestrutura para ativos digitais.