A Circle, emissora da stablecoin USDC, acaba de lançar a mainnet pública Arc, uma blockchain Layer 1 compatível com EVM que se destaca pela finalidade ultrarrápida (sub-segundo) e pelo uso do USDC para taxas de gás. Mais de 100 aplicativos descentralizados, incluindo nomes como Aave V4 e Uniswap, já estão ativos na plataforma. A rede contará com validadores fundadores de peso, como BlackRock, DTCC, ICE, Mastercard e Visa, que integrarão o ecossistema em fases. Há planos ambiciosos para tokenização de ativos sob custódia da DTC na Arc, a partir do segundo semestre de 2027. Esta semana, a Circle realizou a cunhagem de gênese de 10 bilhões de tokens ARC como um passo técnico, embora um lançamento público ainda não tenha sido definido. A Arc também inova ao incorporar o Arc Studio, um agente de codificação de IA para smart contracts, e o Arc App Kits, um SDK que facilita o desenvolvimento de soluções de pagamentos, swaps e rendimentos, marcando um avanço significativo para a infraestrutura Web3.

CEVIU News - CEVIU Cripto - 17 de setembro de 2026
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A plataforma X, anteriormente Twitter, acaba de lançar seu programa Cashtag Partner nos EUA. A iniciativa transforma os populares símbolos de ticker de ações, ETFs e criptomoedas em portas de entrada para negociação. Ao interagir com um Cashtag compatível, como $BTC ou $TSLA, os usuários agora têm acesso a gráficos de preços e publicações relevantes, além de um botão "Negociar" que os direciona a corretoras parceiras, como Interactive Brokers, Moomoo, Gemini, Kraken e Coinbase. Este movimento posiciona o X como um hub de descoberta e referência, integrando o onboarding de usuários diretamente na camada de conversação financeira da plataforma, sem processar transações internamente.

O X402 surge como uma especificação de pagamento aberta, concebida pela Coinbase, que promete transformar a interação entre sistemas automatizados. Integrando precificação, autorização e liquidação diretamente em fluxos de API, esta tecnologia permite que máquinas e agentes de IA realizem pagamentos por chamadas utilizando stablecoins, sem a necessidade de complexos fluxos OAuth ou configurações de conta. Essa abordagem pode redefinir a monetização de APIs, dados e recursos computacionais. Grandes players como Cloudflare, AWS, Google e Fastly já exploram a integração dessas capacidades em suas infraestruturas, competindo para capturar valor nesse ecossistema emergente. No entanto, o sucesso e a adoção do X402 dependerão da resolução de desafios cruciais, como a precisão dos dados, garantias de qualidade de serviço, mecanismos de confiança e a neutralidade dos trilhos de pagamento, que determinarão se ele se tornará um mercado unificado ou se fragmentará em implementações distintas.

O gigante financeiro Deutsche Bank está se preparando para lançar um serviço de custódia de criptoativos focado no mercado institucional. Com a aprovação regulatória em vista e o lançamento planejado para este ano, a iniciativa permitirá que clientes corporativos e institucionais armazenem e transacionem ativos digitais como Bitcoin, Ether e stablecoins selecionadas. A estratégia de longo prazo do banco também prevê a inclusão de instrumentos financeiros tokenizados, sinalizando uma aposta robusta no ecossistema de ativos digitais.

Dois funcionários da Robinhood foram formalmente acusados por promotores federais de fraude em um esquema de insider trading. Segundo as alegações, eles teriam se beneficiado de negociações de futuros perpétuos na Hyperliquid, uma corretora descentralizada, utilizando informações privilegiadas sobre a futura listagem de tokens. A suposta prática ocorreu entre 2025 e 2026, com cada um dos acusados obtendo um lucro aproximado de US$ 50.000 através das operações.

O Falcon Card, um cartão de débito virtual Visa da Falcon Finance, já está operacional desde 20 de julho, disponível para usuários verificados por KYC em mais de 90 jurisdições. Sua proposta inovadora permite que os detentores gastem USDf – stablecoin emitida contra colaterais como outras stablecoins, criptoativos de primeira linha, ouro e ações tokenizadas (ex: COINon da Ondo, TSLAX da xStocks) – sem a necessidade de liquidar suas posições subjacentes. Sem anuidade ou markups adicionais da Falcon (apenas as taxas de câmbio da Visa), o cartão contribui para a Temporada 2 do programa Falcon Miles. Importante ressaltar que não há rendimento sobre o saldo do cartão, pois o yield é gerado pelo sUSDf, stakado separadamente. Emitido por um EMI terceirizado e exclusivamente virtual, o cartão não oferece cashback nem detalhes sobre taxas de caixas eletrônicos, não sendo um depósito bancário ou segurado. Atualmente, não está disponível na Rússia, Belarus, China, Singapura e EUA.

Uma análise conduzida pelo 0x Protocol sobre 84.163 hooks do Uniswap v4 em seis blockchains revela que apenas 19,4% são considerados seguros. O estudo classificou 54,2% como maliciosos e 26,4% como provavelmente maliciosos, evidenciando uma vulnerabilidade crítica que pode enganar agregadores e carteiras. Esses hooks exploram a diferença entre o preço cotado e o preço de liquidação, resultando em perdas significativas para os usuários. Um caso notório na Base desviou US$ 143.037 de usuários em 6.516 transações, cobrando uma taxa mediana de 18% em 60,6% das liquidações, evidenciando os riscos do design permissionless do Uniswap v4, que permite personalização da lógica dos AMM, mas remove a capacidade dos roteadores de confiar nos preços cotados sem verificação independente.

Uma análise detalhada de seis meses do consumo de gas na camada de execução L1 do Ethereum revela que as simples transferências de ETH puro são as maiores consumidoras, atingindo 13.815 milhões de gas por dia. Este volume é aproximadamente 1,6 vezes maior que a totalidade da atividade da Uniswap L1, que ocupa a segunda posição com 8.491 milhões de gas diários. No segmento dos rollups que publicam dados na L1, o Robinhood se destaca, consumindo 665 milhões de gas por dia, um montante significativamente superior ao da Base (271 milhões) e Arbitrum One (214 milhões). Surpreendentemente, o DEX Lighter, com seu livro de ordens, registrou 286 milhões de gas diários, superando rollups mais estabelecidos. Os dados, válidos até meados de setembro de 2026, indicam que rollups menores, como World Chain, Unichain e Ink, tiveram um consumo marginalmente baixo, abaixo de 22 milhões de gas por dia.

Uma recente análise do CEVIU Cripto revelou um boom nas instalações de aplicativos de cripto-cartão entre julho e setembro, destacando o crescimento expressivo de plataformas como Krak e Plasma One. O Krak, por exemplo, registrou um aumento de quase 200%, saltando de 20.000 para 60.000 instalações. Já o Plasma One para Android, lançado em julho, demonstrou um sucesso notável ao alcançar 50.000 usuários em poucos meses. O Bitget Wallet também apresentou um crescimento sólido, expandindo sua base de usuários de 110.000 para 150.000 instalações. Esses dados apontam para uma crescente adoção e interesse nas soluções de pagamentos baseadas em criptomoedas.

Um recente teste de depósito demonstrou a agilidade da plataforma Anodos ao processar uma transação de 10 euros via Wise em questão de segundos, aplicando uma taxa fixa de 0,90 euros. Contudo, para que o valor seja utilizável dentro do ecossistema Anodos, a conversão de EUR para USD ainda é um passo obrigatório, visto que a funcionalidade de gastos diretos em euros não está disponível atualmente. Este detalhe aponta para uma fase de desenvolvimento na plataforma, que ainda depende da moeda americana para operacionalização completa.

A Malásia tem se posicionado como um dos mercados de criptoativos islâmicos mais abertos e promissores globalmente, conforme recente análise da Fitch Ratings. A nação demonstra uma abordagem progressista e inovadora ao integrar as finanças digitais com os princípios da sharia, criando um ambiente propício para a convergência entre tecnologia blockchain e finanças éticas. Este reconhecimento sublinha o papel estratégico da Malásia no desenvolvimento de um ecossistema financeiro digital compatível com as diretrizes islâmicas.

O Erebor Bank, buscando atrair empresas do setor cripto, implementou uma estratégia de aquisição de clientes ambiciosa: oferecer a conversão gratuita de stablecoins como USDC e USDT para dólar americano pelo seu valor nominal. A iniciativa, embora visasse a expansão da base de usuários, representou um movimento arriscado no cenário volátil dos ativos digitais, gerando questionamentos sobre a sustentabilidade e os riscos inerentes a tais ofertas em um mercado tão dinâmico e interconectado. Esse caso levanta discussões importantes sobre as táticas de crescimento no setor financeiro digital e as suas consequências a longo prazo.
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